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MEDO OU FALTA DE INFORMAÇÃO?

March 21, 2014

Dirceu Masson

 

Dias atrás recebemos aqui na empresa um currículo de um profissional da área de Tecnologia da Informação, com o seguinte texto em destaque, acima do próprio nome do candidato:

 

“Importante: não são aceitas entrevistas com psicólogas de RH e assemelhados, uma vez que os métodos são empíricos – sem provas de eficácia e sem metodologia científica – consideradas essas características, mapas astrais (horóscopos) e tarô merecem maior credibilidade”. Entrevistas EXCLUSIVAMENTE TÉCNICAS.

 

Após responder com toda a educação que nos caracteriza, meu pessoal de Recrutamento e Seleção me enviou o material para que eu lesse, e eu resolvi ir um pouco mais além e escrever este artigo.

Não preciso dizer que, apesar do perfil técnico se enquadrar nas exigências de nosso cliente, não tentamos sequer conversar com o profissional.

Alguns profissionais aparentam um medo incrível de se submeter a um processo seletivo onde a avaliação comportamental seja um dos componentes, talvez por medo, mas acredito que este suposto medo tenha origem na mais total e absoluta falta de informação sobre o que o mercado exige atualmente de seus profissionais.

 

Na esmagadora maioria dos processos seletivos desenvolvidos atualmente, o componente comportamental do profissional tem um peso mínimo de 80%, enquanto o componente técnico fica com o restante.

Isto tem uma explicação bastante simples: as empresas chegaram à conclusão que itens importantes como comprometimento, lealdade, integridade, envolvimento, honestidade, e outros valores, não são passíveis de treinamento, ao passo que tecnicamente podemos treinar qualquer pessoa que se disponha a isto.

Utilizando o exemplo do profissional inspirador deste artigo, seu perfil é o de administrador de segurança de redes.

Se nos dispusermos a treinar uma criança de 12 anos para que em alguns meses ela tenha este perfil, basta investir em um curso de imersão e prática na matéria e ela estará preparada tecnicamente para desempenhar esta atividade tão bem, ou melhor do que o profissional em questão.

 

Sinto-me muito à vontade para tratar deste assunto pelo fato de não ser psicólogo, o que me confere total isenção para comentar. Não se concebe um processo de seleção nos dias atuais, sem que seja feita uma análise comportamental criteriosa do profissional, utilizando ferramentas exaustivamente testadas e com sua eficácia comprovada.

 

Resumindo, se fôssemos utilizar no momento da seleção o mesmo critério que este profissional sugere, separando numa mesma pessoa o lado técnico do comportamental, precisaríamos separar seu cérebro, que no caso seria a única coisa interessante, e o resto poderíamos descartar.

 

 

DIRCEU MASSON

Consultor Empresarial e Diretor da Quarter Assessoria Empresarial Ltda.

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